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Bancos ganharam R$ 30 bi de lucro este ano e não sabem se trabalhadores terão reajuste
Fenaban vai apresentar proposta na próxima segunda (29)

A terceira rodada de negociação entre a Federação dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários, nesta quarta-feira (24), terminou sem avanços nas principais reivindicações da categoria.

Uma nova negociação foi marcada para esta sexta-feira (29). A categoria entregou a pauta de reivindicações no dia 09 de agosto. Já foram discutidos os temas emprego, saúde, segurança, igualdade de oportunidades e remuneração.

“Não houve avanço nas principais reivindicações da categoria. Os bancos dizem que não podem garantir empregos e ainda não definiram o índice de reajuste para a categoria, principal responsável pelos seus lucros bilionários. Os cinco maiores bancos ganharam, somente no semestre, R$ 29,96 bilhões, sendo o setor mais rentável da economia. Não existe crise para eles e, mesmo com tanto dinheiro, demitem os trabalhadores e aumentam as taxas de juros para os clientes”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “A Fenaban marcou nova reunião dia 29 e esperamos que apresente proposta condizente com os ganhos dos bancos”.

“Nesta argumentação os bancos ocultam que estamos negociando com o setor que mais lucra. Entre 2003 e 2016, por exemplo, os lucros cresceram mais de 150%, enquanto a remuneração média dos bancários cresceu só 14,9%, abaixo do crescimento do ganho real acima da inflação, que foi cerca de 16%. Mas o nosso debate não é só sobre números, temos uma série de outras reivindicações importantes, como emprego, saúde, segurança, igualdade de oportunidades. Queremos que os 128 artigos da nossa pauta de reivindicações sejam considerados,” afirmou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários. 

Emprego – A defesa do emprego é uma das prioridades da Campanha 2016. "Tivemos, entre janeiro e maio deste ano, o fechamento de quase seis mil postos de trabalho no setor bancário. Além da rotatividade, o setor também segue contratando o trabalhador com salario em média 45% menor. Você acha justificável que o setor mais lucrativo do país  demita milhares de trabalhadores para reduzir custos?”, questiona Ivone Silva, secretária geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Lucro - Enquanto há 512 mil bancários no Brasil, há 49,6 milhões de vínculos formais de emprego. Desta maneira os 6.785 postos de trabalho fechados nos bancos no primeiro semestre do ano tem um peso grande, já que representam 1,2% do total de postos de trabalho extintos na economia. Em outras palavras o peso do setor bancário no fechamento de postos de trabalho é maior do que o peso do setor no estoque de empregos na economia. O cenário é muito pior se pegarmos um prazo mais longo.

Não há crise para o setor bancário. O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander), nos três primeiros meses do ano, atingiu a marca de R$ 13,131 bilhões. Dos 25 setores com empresas de capital aberto avaliados pela Consultoria Economatica o setor bancário foi o de maior lucratividade no primeiro trimestre deste ano. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancarias cresceram 6,2% atingindo o valor de R$ 26,582 bilhões

Agências digitais - De acordo com dados da Fenaban, em 2015 as transações por meio de internet ou smartphones representaram 54% do total, enquanto os canais tradicionais (agências, ATMs e call center) foram responsáveis por 30% das transações. As transações em smartphones cresceram mais de 100 vezes desde 2011 e o número de contas corrente com mobile banking passou de 400 mil em 2009 para 33 milhões em 2015.

A Campanha Nacional Unificada 2016 reivindicamos a inclusão de uma clausula na minuta para garantir melhores condições de trabalho nas agencias digitais, incluindo garantias em termos de emprego e jornada, fim da sobrecarga de trabalho e maior remuneração.
 
Saúde - Os bancos se enquadram entre as empresas com maior risco de acidente de trabalho ou doença ocupacional no Brasil. Os dados do INSS revelam também que, entre 2009 e 2014, houve um crescimento de 70,5% nos transtornos mentais e comportamentais na categoria. No mesmo período, nas outras categorias, o crescimento foi de 19%.
 
Dados da Categoria - Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São cerca de 512 mil bancários no Brasil, sendo 142 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o maior do país. Nos últimos doze anos, a categoria conseguiu aumento real acumulado entre 2004 e 2015 de 20,85% e 42,1% no piso.
 
 Principais reivindicações Campanha Nacional Unificada 2016:
•      Reajuste Salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, com inflação de 9,31%
•      PLR – três salários mais R$ 8.297,61
•      Piso – Salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24)
•      Vales Alimentação, Refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá  – Salário Mínimo Nacional (R$ 880)
•      14º salário;
•      Fim das metas abusivas e assédio moral – A categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários;
•      Emprego – Fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e precarização das condições de trabalho
•      Melhores condições de trabalho nas agências digitais
•      Mais segurança nas agências bancárias
•      Auxílio-educação
 

Cecilia Negrão
Assessora de imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região -
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